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H.G.M.’s Blog » Música

Música


Música and Proprietário X Livre and Software Livre15 Jan 2012 05:46 pm

Achei para download gratuíto o software Dolet 6 para Finale e Sibelius 5.1 ou maior - http://www.makemusic.com/Products/MusicXML.aspx 

Agora me tornou possível exportar todo o meu acervo de 15 anos para MusicXML e passar a usar exclusivamente o MuseScore!
KDE and Música and Qt and Software Livre08 Feb 2011 07:28 pm

Agora de verdade!

Sem sermos injustos, o Lilypond é fantástico, gera impressões perfeitas, formato de arquivo em texto, etc. Mas não dá para fazer um arranjo para quarteto de cordas de manhã para tocar à noite, ou copiar as partes de uma peça orquestral pela manhã para um ensaio da sinfônica à tarde.

Agora temos o MuseScore 1.0. Tenho testado a muito tempo, e desde a versão 0.9.6 ele está muito bom, e tem atraído muita gente. Com a versão 1.0, temos um software estável e digno de uso profissional. E é software livre, de código aberto, gratuíto e multi-plataforma (Lin, WIn e Mac). Algumas características retiradas diretamente de seu site:

  • WYSIWYG, as notas são inseridas em uma "partitura virtual"
  • Número ilimitado de pautas
  • Até quatro vozes por pauta
  • Entrada rápida e fácil de notas com mouse, teclado ou MIDI
  • Sequenciador integrado e software sintetizador FluidSynth
  • Importação e exportação para MusicXML e Standard MIDI Files
  • Disponível para Windows, Mac e Linux
  • Distribuído sob licença GNU GPL

Há um canal no Youtube com tutoriais em video para o uso do MuseScore.

Tenho compilado o Trunk do SVN à meses, e vejo que ficaram para as próximas versões duas importantes funcionalidades:

  • Partes Dinâmicas
  • OMR (Optical Music Recognition) – semelhante ao OCR, mas para partituras.

Mas isto já está no código, e você pode compilar o Trunk para testar. Além da listagem acima, ele exporta para Lilypond, PNG, PDF, etc.

Desde o início de meu uso intensivo de Linux (e isso foi em 1999…), meu grande problema era a editoração musical. Cheguei a escrever um post neste mesmo blog em 2007 em resposta à um post no Br-Linux. Usava o Encore em Windows desde 1997, e dois anos depois passei a usar o Sibelius 1.0. Nessa época haviam alguns projetos em Linux de editores wysiwyg, porém extremamente incipientes. Não dava para escrever 4 compassos com duas pautas que o programa fechama por algum memory leak. Então, em torno de 2001 eu já conseguia rodar o Encore através do Wine. Não era muito estável e a configuração inicial do Wine era complicada (tinha que instalar as fontes do Encore "na mão", entre outros). Logo depois, passei a usar o Sibelius 1.0 com Wine, este bem mais estável, e o usei por uns 5 anos (em Linux). Então, lá por 2007, consegui rodar o Sibelius 4.0, e nunca mais o larguei, o uso até hoje! As partes dinâmicas são excenciais depois que você experimenta, não admite mais ter que "extract parts", e gerar arquivos separados, etc. As versões seguintes do Sibelius (5 e 6) nunca consegui rodar satisfatoriamente com Wine no Linux, porém, pelo rápido progresso do desenvolvimento do Wine, isso não demorará muito, além de não haver vantagens tão significativas que me obrigasse a migrar para novas versões. Alguém deve estar perguntando: E o Finale? Testei algumas versões com Wine e as vezes funcionavam melhores que o Sibelius. Mas eu nunca me adaptei com o Finale. Hoje em dia eu diria que o Sibelius 6 já não perde para Finale, mas sempre consegui fazer tudo o que era preciso no Sibelius.

E agora posso começar a exportar do Sibelius tudo para MusicXML, então passo a usar um software livre estável e multiplataforma, sem gambiarras.

Música04 Feb 2011 06:02 pm

Acho que estou ficando velho, vejo alguns videos que a mais de 10 anos não via e me emociono novamente. O problema é que, além de ser o mais excêntrico de todos, este pianista em especial é lisérgico:

Música26 Nov 2010 05:35 pm

Finalmente um Blog com crítica independente sobre música de concerto em Porto Alegre: Pós-concerto

Conhecimento Livre and Ensino and Música and Software Livre18 Nov 2010 03:08 am

Recebi um e-mail do Edusantos sobre a disponibilização de um novo software para educação musical no portal Software Público:

O Editor de Partituras Livres EDITOM chega ao Portal do Software Público Brasileiro em clima de comemoração. O lançamento foi durante evento dedicado à organização da Copa2014, nas instalações da FINEP no Rio de Janeiro. A cerimônia contou com a presença do compositor e cantor Gabriel o Pensador que foi ao evento especialmente para participar da disponibilização do EDITOM. No lançamento também estiveram presentes o diretor de inovação da FINEP Eduardo Costa, o empresário Roberto Bittar, responsável pela criação do EDITOM, e o coordenador do Portal SPB, Corinto Meffe.

Na visão do empresário Roberto Bittar o EDITOM poderá ser utilizado agora por qualquer pessoa, em particular pelas crianças que estão em idade escolar. “Com a aprovação da legislação federal que retorna o ensino da música nas escolas, o EDITOM certamente será uma ferramenta que vai estimular ainda mais o estudo da música por parte das crianças”, completa Bittar.

A solução pode ser acessada direto no Portal do Software Público Brasileiro pelo endereço http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/detail-community, clicando no botão “Acesse a comunidade EdiTom e baixe o software”

Algumas das principais características do EDITOM são apresentadas a seguir:

  • Possui tutores de flauta, violão e teclado, mostrando as posições de cada nota ou acorde, na sequência da partitura escolhida. Os tutores têm o objetivo de facilitar a execução de músicas a partir da partitura, orientando os primeiros passos do aluno.
  • Ouvido Digital – Para os iniciantes reconhecerem as notas a partir da emissão de algum som é algo muito difícil. Para facilitar a criação da relação entre os sons produzidos e a música, o software transforma seu assobio em notas colocadas na partitura, interpretando as notas, durações e oitavas.
  • Além da forma tradicional da partitura, o software possui mais 5 formas diferentes de apresentar a partitura. Iniciando por ovais coloridos sem o pentagrama, as simbologias de escrita vão sendo acrescentadas em cada forma, até se completar na sexta forma que é a partitura tradicional.
  • São duas formas de edição de partitura convencional: ícone de nota e de letras.
  • Permite tocar uma partitura, como se fosse um software de Karaokê possibilitando repetir o exercício ou acompanhar a partitura, utilizando o teclado do computador como se fosse um instrumento musical.
  • O software possui várias funções facilitadoras que permitem mudanças de tom, de escala, de ritmo, com apenas um clique do mouse (botão da direita).
  • Permite a criação de acordes a partir da digitação de Cifras musicais. Para ativar o criador de acordes, selecione o modo próprio de edição (ícone de letras) e dê um duplo clique na partitura.
Bizarro and Curiosidades and Música19 Jan 2010 10:49 pm

Veja artigo no br-linux. Não entendi o “horror” no título. A guitarra elétrica (a com cordas…) passou por este estigma pelos saudosistas da “boa música” quando foi apresentada ao público, e agora há guitarristas saudosos?! hahaha – sem brincadeira, é claro que existem.
Eu não sou guitarrista, mas gosto e conheço bastante da área, e acho maravilhosa esta idéia, diria que é realmente uma inovação em instrumentos eletrônicos, finalmente, em mais de 60 anos. É tão interessante tanto em conceito, quanto no fato de poder ser modificado, ao menos a nível de software.
Houveram outros instrumentos eletrônicos inovadores, talvez mais inovadores que este, e a bastante tempo. Há uma página na wikipedia somente desta área – http://en.wikipedia.org/wiki/Electronic_musical_instrument . Os que mais me impressionaram foram o Theremin – http://en.wikipedia.org/wiki/Theremin – e o Ondes Martenot – http://en.wikipedia.org/wiki/Ondes_Martenot

Música25 Jun 2008 07:09 pm

Desde a adolecência eu fiz arranjos de músicas, piano -> orquestra, orquestra -> piano, terminei obras incompletas de Mozart, transcrições para quarteto de cordas, etc, etc.

Em 2001 o maestro Lutero Rodrigues me deu a oportunidade de estrear um arranjo meu pela primeira vez com a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Foi a Rapsódia para Piano, Opus 119 de J. Brahms que transcrevi para orquestra de cordas.

Logo, em novembro de 2003, o Lutero novamente me oportunizou tocar com a mesmo orquestra minha transcrição para cordas da abertura da ópera O Empresário de Mozart, e desta vez eu tive a honra de ensaiar e conduzir a orquestra, tocando como leader.

Após a saída de Lutero da Orquestra, nunca mais houve uma oportunidade para este tipo de trabalho.

Segunda-feira passada foi realizado o terceiro concerto da temporada deste ano da OCTSP, com aberturas e áreas de óperas de Mozart e Rossini, com quatro cantores e a orquestra, acrescida de sopros e tímpanos. Acontece que o (a) soprano de Pelotas iria cantar uma ária da ópera Tancredi de Rossini, que ninguém tem a partitura por aqui, e descobriu-se isso na semana anterior do concerto. Então o Maestro A. C. Borges Cunha me ligou na quinta-feira da semana passada para me perguntar se eu faria a orquestração desta área, baseado na redução para piano e uma gravação. Aceitei na hora, recebi via MSN (Pidgin!) a gravação e me enviaram via e-mail a partitura de piano escaneada de Pelotas. Comecei na quinta à noite, e recomecei na sexta as 15:30, somente acabando às 5:00 da madrugada do dia seguinte, pois as 9:00 comecaria o ensaio, o ante-penúltimo do concerto. Estava com medo de ter errado a transposição de algum instrumento (clarinetes e trompas), mas deu certo. Fiz todo o trabalho utilizando o software Sibelius 4.1 rodando sobre Wine 1.0 em um Kubuntu Linux, sem problemas (leia este post: Partituras em Linux e Software Livre)

Na segunda-feira à tarde antes do concerto, recebi um gentil e-mail do maestro Cunha desculpando-se pelo fato de não sair meu nome no programa, pois este já estava impresso antes do meu arranjo. Tocamos à noite, e foi emocionante por ter ficado muito semelhante à orquestração de Rossini. Como não saiu no programa, e ninguém achou estranha a área, acho que cumpri com o compromisso!

Foi o resultado do investimento intelectual, ter feito muitos trabalhos gratuitos anteriormente e ter tido a cara de pau de apresenta-los :-)

Creio que abriu-se uma porta para novos trabalhos. Obrigado Cunha, pela confiança e oportunidade!

Música and Software Livre14 Aug 2007 06:48 pm

Este post eu estou colocando aqui para registro. Iniciei com um e-mail que mandei para um amigo que está nos EUA, após publiquei num comentário no br-linux, então transcrevo-o aqui:

Eu sou músico profissional, e seguidamente tenho que fazer arranjos, composições e cópias de partituras para orquestra inteira. As pessoas tendem a confundir softwares de edição de áudio com edição de partituras, o que é bem diferente.
Em primeiro lugar, sou muito defensor do linux e do software livre, uso-o desde 1999 e defendo-o sempre. Porém, em algumas áreas, o software livre ainda sofre um pouco com a carência de bons softwares, como é o caso das artes gráficas e edição de partituras (e este cenário vem mudando bastante rapidamente)
Vou colocar abaixo um e-mail que, por acaso escrevi hoje para um colega:

“Sobre software de partituras em linux, tenho uma noticia boa e uma ruim:

Não existe nada profissional wysiwyg pra linux, como Finale ou Sibelius. Não dá pra chegar ao fim de uma sinfonia com 300 compassos e 15 instrumentos com milhões de marcações de dinâmica, ligaduras, multi-voices etc sem dar pau no programa ou consumir toda a memória RAM. Ma há boas promessas, vide http://www.rosegardenmusic.com , atualmente este é o melhor, e há também o https://canorus.berlios.de que eu estou apostando (tem uma longa historia), e usa o http://www.lilypond.org para gerar o pdf para imprimir. Por sinal, o lilipond é talvez o melhor software para gerar partitura com qualidade profissional, e é livre e multi-plataforma, porem ele não é visual, tem que “escrever” a partitura na linguagem dele. Eu uso o um software como o http://noteedit.berlios.de/ ou o http://denemo.sourceforge.net/ para escrever a partitura na tela, exportar para o formato lilipond e entao fazer alguns ajustes no formato do lilipond, então eu tenho uma excelente qualidade de impressão. Mas é uma pequena odisséia a percorrer, as vezes inviabiliza quando tem que fazer uma pequena partitura para um cachê a noite. Tem inclusive um artigo que saiu esses dias sobre softwares pra isso em linux: http://www.linux.com/feature/118302

a boa: O Sibelius, o Finale e o Encore rodam e linux usando o wine – http://www.winehq.org (vide http://appdb.winehq.org/appview.php?iVersionId=6582)

A melhor solução para fazer trabalhos pra faculdade ou mesmo livros sobre música (textos com escertos de partituras no meio) é o lilipond, de uma olhada no manual dele – http://lilypond.org”

Música23 Jul 2007 11:36 am

Em 26 de janeiro de 2006 eu, meus irmãos e dois amigos realizamos um recital no Theatro são Pedro em Porto Alegre, em homenagem aos 250 anos de nascimento de Mozart. Todas as informações deste recital estão aqui.

A Patrícia Pacheco, esposa de Carlos Sell (que também tocou) filmou o recital, do qual disponibilizei o primeiro movimento do Trio em Sol maior para Pianoforte, Violino Violoncelo Kv 496, no Youtube:

Música07 Jul 2007 01:19 am

Tocamos em 5 de dezembro de 2006 Missa em Lá Maior de Bach, no concerto de formatura de regência do Diego Schuck Biasibertti. Ele colocou o vídeo do Glória no youtube (ver mais abaixo). Tocamos com lá em 415Hz, instrumentos e arcos barrocos, e teve um resultado muito bom. A platéia não completou a metade do auditorium Tasso Correa do Instituto de Artes da UFRGS.

Apareço bem nesse vídeo, algo raro na minha vida. Parece uma sina, em todos os recitais que dei, não tenho uma foto que preste! Sepre ocorreu algo, ou faltou filme, ou a luz não ajudou, ou quem foi tirar foto ficou com vergonha de, por ventura, chamar a atenção.

Isso mesmo, há boa música sendo feita aqui em Porto Alegre, dentro e fora dos padrões, mas santo de casa não faz milagres.

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