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H.G.M.’s Blog » 2011 » February

February 2011


KDE and Música and Qt and Software Livre08 Feb 2011 07:28 pm

Agora de verdade!

Sem sermos injustos, o Lilypond é fantástico, gera impressões perfeitas, formato de arquivo em texto, etc. Mas não dá para fazer um arranjo para quarteto de cordas de manhã para tocar à noite, ou copiar as partes de uma peça orquestral pela manhã para um ensaio da sinfônica à tarde.

Agora temos o MuseScore 1.0. Tenho testado a muito tempo, e desde a versão 0.9.6 ele está muito bom, e tem atraído muita gente. Com a versão 1.0, temos um software estável e digno de uso profissional. E é software livre, de código aberto, gratuíto e multi-plataforma (Lin, WIn e Mac). Algumas características retiradas diretamente de seu site:

  • WYSIWYG, as notas são inseridas em uma "partitura virtual"
  • Número ilimitado de pautas
  • Até quatro vozes por pauta
  • Entrada rápida e fácil de notas com mouse, teclado ou MIDI
  • Sequenciador integrado e software sintetizador FluidSynth
  • Importação e exportação para MusicXML e Standard MIDI Files
  • Disponível para Windows, Mac e Linux
  • Distribuído sob licença GNU GPL

Há um canal no Youtube com tutoriais em video para o uso do MuseScore.

Tenho compilado o Trunk do SVN à meses, e vejo que ficaram para as próximas versões duas importantes funcionalidades:

  • Partes Dinâmicas
  • OMR (Optical Music Recognition) – semelhante ao OCR, mas para partituras.

Mas isto já está no código, e você pode compilar o Trunk para testar. Além da listagem acima, ele exporta para Lilypond, PNG, PDF, etc.

Desde o início de meu uso intensivo de Linux (e isso foi em 1999…), meu grande problema era a editoração musical. Cheguei a escrever um post neste mesmo blog em 2007 em resposta à um post no Br-Linux. Usava o Encore em Windows desde 1997, e dois anos depois passei a usar o Sibelius 1.0. Nessa época haviam alguns projetos em Linux de editores wysiwyg, porém extremamente incipientes. Não dava para escrever 4 compassos com duas pautas que o programa fechama por algum memory leak. Então, em torno de 2001 eu já conseguia rodar o Encore através do Wine. Não era muito estável e a configuração inicial do Wine era complicada (tinha que instalar as fontes do Encore "na mão", entre outros). Logo depois, passei a usar o Sibelius 1.0 com Wine, este bem mais estável, e o usei por uns 5 anos (em Linux). Então, lá por 2007, consegui rodar o Sibelius 4.0, e nunca mais o larguei, o uso até hoje! As partes dinâmicas são excenciais depois que você experimenta, não admite mais ter que "extract parts", e gerar arquivos separados, etc. As versões seguintes do Sibelius (5 e 6) nunca consegui rodar satisfatoriamente com Wine no Linux, porém, pelo rápido progresso do desenvolvimento do Wine, isso não demorará muito, além de não haver vantagens tão significativas que me obrigasse a migrar para novas versões. Alguém deve estar perguntando: E o Finale? Testei algumas versões com Wine e as vezes funcionavam melhores que o Sibelius. Mas eu nunca me adaptei com o Finale. Hoje em dia eu diria que o Sibelius 6 já não perde para Finale, mas sempre consegui fazer tudo o que era preciso no Sibelius.

E agora posso começar a exportar do Sibelius tudo para MusicXML, então passo a usar um software livre estável e multiplataforma, sem gambiarras.

Música04 Feb 2011 06:02 pm

Acho que estou ficando velho, vejo alguns videos que a mais de 10 anos não via e me emociono novamente. O problema é que, além de ser o mais excêntrico de todos, este pianista em especial é lisérgico: