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H.G.M.’s Blog » KDE no Windows, Blogs e Comentários
Proprietário X Livre and Software Livre08 Feb 2008 04:20 pm

Pequenos comentários alusivos a um post no blog de Gilberto Jr:

Segundo Ryan Paul do blog Arstechnica, a portabilidade dos programas de KDE para windows e linux é fruto de uma grande mexida no próprio KDE, que agora deixou o velho e complexo sistema Autotools para usar o CMake. Além disso, o KDE também passou a usar o Qt da Trooltech, um framework criado para facilitar o desenvolvimento de ambientes gráficos multi-plataforma.

Somente uma correção: O KDE não passou a usar a Qt, ele sempre usou a Qt, e esta sempre foi multiplataforma. A diferença é que as versões da Qt para Windows e Mac não tinham licença GPL até a versão 4. Então o KDE só pode iniciar o porte para estas outras plataformas a partir da versão 4 por causa da licença.

A biblioteca Qt tem um histórico interessante quanto às suas licenças, o que cria confusão até hoje com alguns usuários linux. A biblioteca Qt, desde o início tem licença dupla, uma proprietária e que exige pagamento para uso em softwares proprietários, e um livre para uso em softwares livres. No início, a versão livre possuía a licença QPL, que permitia o uso, alterações, estudo, etc; porém não permitia a sua redistribuição com alterações, eventuais alterações deveriam ser distribuídas juntas em forma de patches, e não diretamente no código ou já compilada. Este fato fez com que Richard Stallman não aprovasse nem a licença nem o KDE, que era totalmente construído encima dela. Então, na versão 2.2 (ano 2000) da biblioteca, a empresa colocou mais uma opção de licença, a GPL, mudando assim a história da biblioteca e do KDE, e ganhando a chancela de Stallman (por essas brigas do início dos tempos do KDE, até hoje vejo comentários, principalmente de usuários de Gnome, insistindo que a Qt não é livre…). Porém, a única versão da Qt que possuía licenças livres era para Unix X11 (Linux, BSDs, etc), as versões para Windows e Mac continuavam apenas com a licença proprietária, impedindo assim que houvessem portes do projeto KDE e suas aplicações para estas plataformas. Isto começou a mudar quando a TrollTech tornou a versão para Mac livre (em uma das versões 3.X, não lembro qual), e na versão 4 ocorreu o mesmo com a versão Windows. Isto acarretou, obviamente, na extensão do projeto KDE, com os portes para Mac e Windows. Já haviam tentativas anteriores de rodar o KDE em Windows através do projeto Sygwin, porém era praticamente inutilizável, e haviam poucos desenvolvedores interessados em manter o projeto atualizado. Com a biblioteca Qt rodando nativamente em Windows e Mac, é bem possível manter todos os portes do KDE em sincronia. Além disso, o Desktop KDE não está sendo portado, pelo simples fato de que usuários Windows e Mac não precisarem dele (usuários Mac não trocam sua interface por nada), apenas as bibliotecas e seus maravilhosos aplicativos estão sendo portados, e a partir da versão 4.1 serão declaradas estáveis.

Na minha opinião, esta iniciativa é genial, mas o maior problema do linux é o contrário: ele não roda programas feitos para windows. Sei que as empresas de software (como a Adobe) é que são culpadas por desenvolverem somente para windows/mac e não para linux, negando a seus clientes a escolha da plataforma que mais gosta, mas eu tenho certeza de que se o linux rodasse bem programas como o Photoshop, que só roda no windows, muitos usuários que hoje nem pensam em deixar o windows mudariam de idéia.

Realmente o fato da Adobe e Corel não darem importância ao Linux complica bastante a migração paraa esta plataforma, principalmente de profissionais das artes gráficas (como é o caso da minha esposa, que só usa Windows por causa do Corel Draw e o Adope Page Maker). Porém isto está mudando, e rapidamente. Estão aparecendo programas que vem melhorando sua qualidade muito rapidamente, como o Inkscape e o Scribus. Além disso, já era o tempo em que aplicações Windows não rodavam em Linux. O projeto Wine vem progredindo em escala geométrica, possibilitando o uso normal já de inúmeros aplicativos, inclusive o Adobe Photoshop CS3. É claro que falta muito ainda para o Wine ser um portal completo para aplicações Windows em Linux, Mac (e em um futuro não muito distante, advinhe, Window!), mas o progresso está muito rápido, e eu o uso frequentemente (com o programa Sibelius 4 para edição de partituras).

One Response to “KDE no Windows, Blogs e Comentários”

  1. on 09 Feb 2008 at 8:25 pm Gilberto Alves Junior

    oi beto. Muito obrigado pela correção e pela colaboração :)

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