Exportar do Sibelius/Finale para MusicXML
Achei para download gratuíto o software Dolet 6 para Finale e Sibelius 5.1 ou maior - http://www.makemusic.com/Products/MusicXML.aspx
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MuseScore 1.0: Editoração Musical em Software Livre
Agora de verdade!
Sem sermos injustos, o Lilypond é fantástico, gera impressões perfeitas, formato de arquivo em texto, etc. Mas não dá para fazer um arranjo para quarteto de cordas de manhã para tocar à noite, ou copiar as partes de uma peça orquestral pela manhã para um ensaio da sinfônica à tarde.
Agora temos o MuseScore 1.0. Tenho testado a muito tempo, e desde a versão 0.9.6 ele está muito bom, e tem atraído muita gente. Com a versão 1.0, temos um software estável e digno de uso profissional. E é software livre, de código aberto, gratuíto e multi-plataforma (Lin, WIn e Mac). Algumas características retiradas diretamente de seu site:
Há um canal no Youtube com tutoriais em video para o uso do MuseScore.
Tenho compilado o Trunk do SVN à meses, e vejo que ficaram para as próximas versões duas importantes funcionalidades:
Mas isto já está no código, e você pode compilar o Trunk para testar. Além da listagem acima, ele exporta para Lilypond, PNG, PDF, etc.
Desde o início de meu uso intensivo de Linux (e isso foi em 1999…), meu grande problema era a editoração musical. Cheguei a escrever um post neste mesmo blog em 2007 em resposta à um post no Br-Linux. Usava o Encore em Windows desde 1997, e dois anos depois passei a usar o Sibelius 1.0. Nessa época haviam alguns projetos em Linux de editores wysiwyg, porém extremamente incipientes. Não dava para escrever 4 compassos com duas pautas que o programa fechama por algum memory leak. Então, em torno de 2001 eu já conseguia rodar o Encore através do Wine. Não era muito estável e a configuração inicial do Wine era complicada (tinha que instalar as fontes do Encore "na mão", entre outros). Logo depois, passei a usar o Sibelius 1.0 com Wine, este bem mais estável, e o usei por uns 5 anos (em Linux). Então, lá por 2007, consegui rodar o Sibelius 4.0, e nunca mais o larguei, o uso até hoje! As partes dinâmicas são excenciais depois que você experimenta, não admite mais ter que "extract parts", e gerar arquivos separados, etc. As versões seguintes do Sibelius (5 e 6) nunca consegui rodar satisfatoriamente com Wine no Linux, porém, pelo rápido progresso do desenvolvimento do Wine, isso não demorará muito, além de não haver vantagens tão significativas que me obrigasse a migrar para novas versões. Alguém deve estar perguntando: E o Finale? Testei algumas versões com Wine e as vezes funcionavam melhores que o Sibelius. Mas eu nunca me adaptei com o Finale. Hoje em dia eu diria que o Sibelius 6 já não perde para Finale, mas sempre consegui fazer tudo o que era preciso no Sibelius.
E agora posso começar a exportar do Sibelius tudo para MusicXML, então passo a usar um software livre estável e multiplataforma, sem gambiarras.
Acho que estou ficando velho, vejo alguns videos que a mais de 10 anos não via e me emociono novamente. O problema é que, além de ser o mais excêntrico de todos, este pianista em especial é lisérgico:
Crítica musical em Porto Alegre
Finalmente um Blog com crítica independente sobre música de concerto em Porto Alegre: Pós-concerto
Novo Software Livre para Ensino Musical Brasileiro
Recebi um e-mail do Edusantos sobre a disponibilização de um novo software para educação musical no portal Software Público:
O Editor de Partituras Livres EDITOM chega ao Portal do Software Público Brasileiro em clima de comemoração. O lançamento foi durante evento dedicado à organização da Copa2014, nas instalações da FINEP no Rio de Janeiro. A cerimônia contou com a presença do compositor e cantor Gabriel o Pensador que foi ao evento especialmente para participar da disponibilização do EDITOM. No lançamento também estiveram presentes o diretor de inovação da FINEP Eduardo Costa, o empresário Roberto Bittar, responsável pela criação do EDITOM, e o coordenador do Portal SPB, Corinto Meffe.
Na visão do empresário Roberto Bittar o EDITOM poderá ser utilizado agora por qualquer pessoa, em particular pelas crianças que estão em idade escolar. “Com a aprovação da legislação federal que retorna o ensino da música nas escolas, o EDITOM certamente será uma ferramenta que vai estimular ainda mais o estudo da música por parte das crianças”, completa Bittar.
A solução pode ser acessada direto no Portal do Software Público Brasileiro pelo endereço http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/detail-community, clicando no botão “Acesse a comunidade EdiTom e baixe o software”
Algumas das principais características do EDITOM são apresentadas a seguir:
Sou assinante da NET, e minha conexão de internet é por eles, a mais ou menos 3 anos. Acho muito bom o serviço de conexão deles, nos deixou poucas vezes na mão, porém, desde sempre, não é possível acessar o domínio adobe.com
Uso o opendns.org (o servidor DNS de qualquer provedor de “banda larga” aqui do Brasil é uma naba), e mesmo com ele ou o novo 8.8.8.8 não dá, somente com proxy público. Eles bloqueiam este domínio pelo IP? Porque??
Sempre discutimos isso (ótima crônica) e me preocupa porque fala-se de inclusão social somente pelo lado econômico, o resto não importa, e o pessoal continua tendo orgulho de ser burro (usei o termo “burro”, porque se ofendem com “idiota”) e tentar levar alguma vantagem com isso.
Guitarra eletrônica inovadora – e roda Linux
Veja artigo no br-linux. Não entendi o “horror” no título. A guitarra elétrica (a com cordas…) passou por este estigma pelos saudosistas da “boa música” quando foi apresentada ao público, e agora há guitarristas saudosos?! hahaha – sem brincadeira, é claro que existem.
Eu não sou guitarrista, mas gosto e conheço bastante da área, e acho maravilhosa esta idéia, diria que é realmente uma inovação em instrumentos eletrônicos, finalmente, em mais de 60 anos. É tão interessante tanto em conceito, quanto no fato de poder ser modificado, ao menos a nível de software.
Houveram outros instrumentos eletrônicos inovadores, talvez mais inovadores que este, e a bastante tempo. Há uma página na wikipedia somente desta área – http://en.wikipedia.org/wiki/Electronic_musical_instrument . Os que mais me impressionaram foram o Theremin – http://en.wikipedia.org/wiki/Theremin – e o Ondes Martenot – http://en.wikipedia.org/wiki/Ondes_Martenot
Informatização das Escolas no Brasil
Comentando o post “Nunca na história deste país – MEC quer ter maior projeto de virtualização do mundo – com Linux” no Br-Linux, escrevi o comentário abaixo. O Manoel Pinho colocou um link para o video que resume tudo.
Tecnologia e Metodologia
Infelizmente isto mostra o quanto os governos estão sem rumo na questão do ensino de informática nas salas de aula.
Enquanto não houver um estudo sério de currículo de informática no ensino fundamental, não fará sentido o emprego de computadores, pois não há formação de professores nem um direcionamento de ensino. Então tanto faz a plataforma utilizada, pois enquanto o ensino se resume em desenhos vetoriais e o uso de e-mail/msn/orkut, a única diferença é o custo final na compra.
O problema está no seguinte: a informática se tornou essencial na sociedade em apenas 15 anos, que coincide com o aparecimento sa internet no Brasil (eu diria que essencial mesmo em 8 anos, mas é outra discussão). Os pensadores do ensino não conseguem normatizar o currículo tão rapidamente, vide outras área: ensino de trânsito, sexual, financeiro, é inexistente ou quase. As pessoas ainda saem das escolas sem entender que cartões de crédito cobram juros de pagar o mínimo da fatura, que transar com 15 anos causa gravidez (minha esposa fez um comentário – “sem as devidas precauções”
) e que deve-se olhar para a sinaleira (farol) antes de atravessar a rua. Imaginem quando haverá um ensino consistente de informática nas escolas, enquanto o conceito de inclusão tecnológica se resume a ter uma conta no orkut e datilografar algum texto no word. Até lá, todo o gasto com informática será dinheiro posto fora, e o governo só o faz porque há pressão da sociedade e lobby de empresas.
E toda a intenção de se promover o software livre no ensino, mais uma frase do Manoel Pinho que traduz meu pessimismo:
Pelo que eu vejo de planejamento em muitas iniciativas governamentais para o uso de software livre, basta uma mudança de governo e a oferta de descontos generosos de alguma empresa como a Microsoft para colocar tudo por terra e voltarem para a solução comum de comprar um monte de micros com windows OEM.

Em janeiro, completei 10 anos de experiência com Linux. Instalei na época um slack que veio num livro sobre programação para linux, creio que com o kernel 1.2, já era ultrapassado na época, mas o livro justificava a escolha com algum argumento contra a instabilidade do kernel modular, essas coisas.
Também experimentei a maioria destas distros, logo após o slack (que ficou no modo texto), um amigo foi no escritório e instalou pra mim o Debian 2.0, após comprei da CheapBytes (uma loja nos EUA) um set de CDs do Red Hat 6.1, experimentei várias outras distros que vieram em várias revistas (o Corel queimou um monitor meu…) mas o que funcionou melhor na época foi o Conectiva 4.0 que comprei na feira do livro de Porto Alegre em novembro de 1999. Consegui configurar meu modem de cara (com setserial e tals) e o video. Por um período utilizei o Mandrake 8.0 (acho que encomendei da LinuxMall) e após passei a usar o Debian. Inclusive participei ativamente do Debian-rs por alguns anos (dos melhores anos!). Hoje utilizo o Kubuntu, com o jeito Debian de configurar, o KDE (que uso desde a versão 1.0) e não me preocupo muito mais com configurações de baixo nível. Creio que desde 2001 uso Linux em 100% do meu tempo, e posso dizer que toda esta história é uma parte importante e feliz de minha vida, pois minha profissão é a música, e graças ao Linux e o SL, passou a ser a informática também!
